Os mesmos tipos de parto podem acontecer de jeitos totalmente diferentes, em períodos de tempo totalmente distintos. Da mesma forma que a Paula, a Carla também optou pelo parto vaginal e deu tudo certo, sem necessidade de indução. A maior dificuldade dela? O puerpério e a amamentação depois.
“Desde que descobri a gravidez, que foi planejada, passei a me informar sobre tudo ligado a vias de parto e, também, sobre o que pudesse me propiciar uma gestação saudável. Decidi, então, que gostaria e faria o possível para ter um parto normal, apesar de as pessoas à minha volta o tempo todo me desencorajarem, contando coisas horríveis ou dizendo que eu não conseguiria.
 
Não posso me queixar da gestação, pois somente a forte azia que senti do início ao fim me incomodava. Quando completei 40 semanas, estava estressada pois já tinha sido colocada de licença maternidade e não gostaria de gastar o tempo, que deveria ser ao lado da Luísa, aguardando sua chegada. Na consulta, minha obstetra me informou que devido a barriga estar alta, o trabalho de parto ainda estaria distante. Como eu não estava disposta a esperar muito, e próximo às 42 semanas aumenta o risco de sofrimento para o bebê, ela me sugeriu uma série de opções e optei por fazer acupuntura. Se não desse certo, com 41 semanas faríamos um descolamento da membrana. 
No dia seguinte da acupuntura comecei a sentir contrações leves de 30 em 30 minutos e assim foi até a noite, quando começou a diminuir. Às 2h da manhã comecei a passar mal e minha pressão estava alta, então a médica me recomendou ir para a emergência. Disse que, provavelmente, após regular minha pressão, eu deveria voltar para casa. Mas quando cheguei lá, às 3h, já estava com 5 centímetros de dilatação do colo do útero. 
Desse momento em diante lembro de poucas coisas. Estava em um espécie de transe. Só lembro de pensar que queria anestesia, mas não falei. Pensei também que queria que acabasse logo. Da emergência, fui trocar a roupa para entrar na sala de parto e, a cada passo que dava, aumentava a minha dor. Entrei na sala de parto e fui logo para a banheira para tentar amenizar a dor na lombar. Após algumas contrações, gritei que estava sentindo vontade de empurrar e a obstetra ficou assustada devido ao pouco espaço de tempo. Então fez o toque e sentiu a cabeça da Luísa vindo.
Estavam todos animados e coloquei toda a força que tinha no meu corpo para que ela nascesse logo e aliviasse minha dor. Foi rápido, quando ela veio para os meus braços já não lembrava mais da dor. Então, conforme tudo que li, ela veio para o meu seio e ficou comigo o tempo todo até o quarto.
Tudo que eu queria tinha acontecido como desejava, mas o início do puerpério parecia um pesadelo. A amamentação, somada à confusão dos hormônios, me deixaram em um estado de quase depressão que assustou a todos à minha volta. E os mesmos pensavam “por que ficar assim, já que conseguiu  tudo como desejou?”. A questão é que criei tantas expectativas em torno da amamentação, mas não imaginava o quão difícil poderia ser. Não me preparei e nem me informei. Agora estou bem e continuo lutando para dar certo e aproveitando esse presente de Deus!”