É um dia normal. Levantei com alguns minutos de atraso, me arrumei pra sair, ajeitei Maria Luisa e peguei nosso rumo. O dela parava na creche, o meu parava no trabalho. As tarefas seguiram normalmente até que, por algum motivo, entramos no assunto bebês. Não sei explicar cientificamente porque isso acontece, mas quem é mãe e amamenta nos seios sabe que to falando a mais pura verdade.

Estava tudo bem, tudo normal, numa “naice”. Foi entrar o assunto maternidade e os peitos automaticamente encheram. Não deu 10 minutos e lá estava a boa e velha pocinha de leite vazada na farda. Maria Luisa já tem 7 meses, mas todas as vezes que mama um pouco mais que o normal, os peitos enchem mais do que o normal também.

Já existe absorvente de seio, claro que existe. Eu tenho esse artefato na minha bolsa, claro que tenho. Mas, se hoje de manhã, depois de uma noite mal dormida, mal lembrei de comer, que dirá lembrei que meu peito poderia vazar. Na hora dá um pouquinho de tristezinha. A roupa fica molhada, o peito dói. Mas eu tenho a meu favor um tecido que não marca e, por ora, é nisso que eu vou focar.

Ouvi a máxima bem cedo e agora ela faz todo sentido: minha amiga, não adianta chorar o leite derramado.